segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Fraude migra de cartão para web

 

Pagamento: 'Internet banking' responde por 22% dos prejuízos com crimes eletrônicos

Adriana Cotias | De São Paulo
"Prezado Cliente,

Por motivos de segurança comunicamos a todos os clientes que, visando barrar o constante aumento de fraudes A Central de Atendimento BB e no Internet Banking BB será obrigatório realizar o Recadastramento da senha de 4 Dígitos.
Caso não efetue o recadastramento com urgência, o acesso via Caixas-Eletrônicos, Atendimento por Telefone e Internet-Banking será suspenso.
Utilize o link abaixo para efetuar o Recadastramento.
Lembre-se, a Caixa Econômica Federal não se responsabilizará por danos sofridos, caso o recadastramento não seja feito.
Caixa.gov.br 2011 - Todos os direitos reservados." (sic).
É neste mau português que mensagens falsas inundam a caixa postal eletrônica do consumidor brasileiro. Apesar do léxico torto e dos alertas constantes das instituições financeiras - e, neste caso, até da assinatura trocada -, a percepção dos executivos de gestão de riscos é de que pelo menos metade das pessoas que recebe tais e-mails cai no golpe, estima o coordenador do Comitê de Segurança e Prevenção da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Henrique Takaki. Não há, porém, estatísticas oficiais a respeito.

De qualquer modo, abrem-se, assim, as portas para o roubo de dados cadastrais e financeiros. Apesar de investirem quase R$ 2 bilhões anuais em segurança eletrônica, os bancos contabilizaram prejuízos de R$ 942 milhões com fraudes eletrônicas no ano passado (o que inclui cartões, internet e caixas eletrônicos), sendo 22% só no "internet banking", por invasão de contas. No bolo geral, o cartão de crédito é que responde ainda pela maior parte das perdas sofridas pelas instituições financeiras, com fatia de 49%, tanto no mundo físico quanto no virtual.
Mas como os bancos empreenderam, nos últimos anos, esforços na conversão das suas bases de cartões para o chip - 60% dos plásticos que circulam no país já têm o dispositivo, segundo a Febraban -, que exige senha para validar a transação, é no comércio eletrônico que o fraudador tem encontrado seu ambiente mais profícuo. "Na internet, o chip não vale para nada, basta o número do cartão, a data de validade e o código de segurança", diz Eduardo Daghum, sócio da Horus, consultoria de prevenção a fraudes.
Sem a presença física do meio de pagamento, a responsabilidade recai sobre o varejista se o consumidor contestar um determinado gasto junto ao seu banco emissor. Daghum conta que tal arranjo tem origem nas vendas por catálogo nos Estados Unidos há cerca de três décadas. As empresas foram bater às portas das bandeiras como Visa e Mastercard pedindo para aceitar cartões de pagamento nas suas vendas e a condição foi que assumissem o risco desse tipo de transação. O esquema foi transferido para o comércio eletrônico. "O estabelecimento não tem expertise de prevenção e acaba ficando com o prejuízo."
De olho nessa fragilidade, as bandeiras acabaram criando sistemas de autenticação, que forçam o dono do cartão a se identificar perante o banco na hora da compra na internet, caso do Verify by Visa, da Visa, ou do Security Code, da MasterCard - usando o mesmo padrão desenvolvido pela Visa. Só que não adianta só o varejo ter essa ferramenta, o banco tem que estar habilitado na outra ponta e isso ainda não é disseminado no Brasil, diz Takaki, da Abecs.
O Verified by Visa é a principal ação da bandeira no universo online, mas está sendo desenvolvida no país há apenas 18 meses. Segundo o diretor de produtos da Visa do Brasil, Percival Jatobá, a companhia vem auxiliando os bancos a implementar o protocolo de segurança dentro do próprio "internet banking". Bradesco, Itaú e Citi já investiram nesse tipo de autenticação e duas outras grandes instituições financeiras estão em fase de adaptação. O próximo passo é envolver as credenciadoras e, a partir delas, ampliar o universo de varejistas.
Americanas.com, Submarino, Extra e Magazine Luiza são exemplos no comércio eletrônico que já participam do programa. "Bandeira, lojistas e emissores estão cientes de que, se o Brasil não implementar um processo robusto, vai colocar em risco a credibilidade do canal", diz Jatobá. O executivo diz que, apesar de haver milhares de lojistas na rede, não é difícil, na escala do mercado atual, reduzir o índice de transações fraudulentas, já que pouco mais de uma dezena responde por 80% a 90% do volume movimentado na internet.
A partir do momento em que a instituição financeira autentica uma transação no comércio eletrônico, a responsabilidade também muda de colo. Diante de qualquer contestação do cliente, é o banco que passa a responder pelo prejuízo. Só que ao mesmo tempo em que os participantes da cadeia de pagamentos investem em prevenção, a confirmação eletrônica torna o processo de compra mais burocrático, ressalva o diretor de gerenciamento de risco do Citi, Victor Loyola. "Isso pode complicar a vida do cliente e é possível até que se perca receita na outra ponta. É preciso dimensionar isso bem." Cedo ou tarde, porém, o volume de fraude passará a ser tão relevante no mundo on-line que esse será um caminho sem volta, assim como foi com a adoção do chip, acrescenta.
No Bradesco, a autenticação de uma compra on-line é feita por meio de senhas dinâmicas, no chamado "token", o dispositivo de segurança que o banco fornece a seus clientes, com geração de diferentes combinações para cada transação. Segundo o diretor de operações da Bradesco Cartões, Mauricio Icaza, como medida adicional de segurança o banco pré-cadastra os computadores que os correntistas usam para fazer as suas operações no internet banking, situação que acaba se estendendo para quem faz compras.
Daniel Bento, principal executivo da Braspag, processadora de pagamentos na internet, chama a atenção para o vazamento de dados em escala que ocorre no mundo físico, mas com uso para desvios na internet. "O varejista on-line tem que conhecer o seu perfil de fraude, quais os produtos mais suscetíveis, analisar os montantes", diz. Ele conta que há ferramentas que captam o perfil do fraudador, o risco de crédito de determinadas transações e até identificam o "IP" (endereço do computador) de origem da transação. "Um caso clássico é a compra de uma TV de 42 polegadas para entrega em São Paulo, mas com endereço de cadastro do Rio e IP de Roraima", exemplifica. Bento estima que nas grandes redes de varejo, em sites maduros, o índice de fraude é bastante palatável, de menos de 1% do faturamento.
Daghum, da Horus, diz que, como o fraudador consegue replicar o comportamento do consumidor, a tendência dos sistemas de prevenção é monitorar o computador de origem das transações. Uma máquina com linguagem operacional da Rússia, mas que seja usada no fuso dos Estados Unidos, vai gerar, por exemplo, uma transação com fraude potencial.
 
Para polícia, desafio é caçar informação 'volátil'
 
Na internet, a relação inicial do consumidor já começa fragilizada, porque ele não sabe quem está do outro lado da tela. Enquanto os bancos têm o desafio de educar a população que está ingressando no sistema financeiro para não cair nos golpes mais comuns, as forças da lei precisam estar em constante atualização, diz o chefe da unidade de repressão a crimes cibernéticos da Polícia Federal, Carlos Sobral.
"Diferente do mundo físico, em que a informação é acessível ao investigador por meio de uma pesquisa em cartório, uma ação de vigilância, uma busca na rua, no mundo virtual a informação normalmente não está disponível e a polícia depende de empresas, instituições, muitas vezes fora do Brasil, para levar a cabo as investigações", diz. Ele conta que, além disso, as informações na rede são voláteis, se não coletadas rapidamente facilmente se perdem e se frustra a oportunidade de encontrar o autor do delito.
Proporcionalmente ao tamanho do sistema financeiro brasileiro, os mais de R$ 940 milhões desviados em fraudes eletrônicas podem não causar espanto, mas esse é um dinheiro que acaba financiando o crime organizado, destaca Sobral. "É um problema de segurança pública." Ele confirma que, depois do advento do chip, a grande tendência que se observa é a fraude na internet.
Em 2009, a Febraban assinou convênio com a Polícia Federal para auxiliar no combate aos crimes eletrônicos. "Quando um correntista tem uma conta invadida, o banco pode, com autorização prévia, repassar a informação para a polícia, que vai tentar rastrear a operação", exemplifica o diretor técnico da Febraban, Wilson Gutierrez.
Gutierrez exemplifica que um pagamento de boleto não deve ser nunca feito numa "lan house". Ele aconselha ainda que o endereço eletrônico do banco não esteja no cardápio de "favoritos" do computador e que o cliente jamais confie em mensagens que peçam recadastramento de conta corrente ou ofereçam promoções maravilhosas com cartões.
Na rede circula, por exemplo, um e-mail com o título: "Participe do programa Surpreenda Visa e MasterCard", como se as duas bandeiras internacionais fossem uma única empresa. A mensagem pede para cadastrar os cartões em sites específicos para participar de um programa de pontuação. Ao fazer alusão direta à campanha da MasterCard na TV, não é difícil o consumidor se confundir com uma abordagem desse tipo. (AC)

 

Fonte: Valor Econômico


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Comissão de Crimes de Alta Tecnologia da OAB-SP realiza encontro para discutir e dar dicas de segurança na internet

Dia Mundial da Internet Segura: “Estar online é mais que um jogo. É sua vida”

Centro Sul – Cada vez mais cedo, a internet passa a ocupar um lugar privilegiado na vida social e afetiva das pessoas, principalmente na de crianças e adolescentes. As agressões, abusos e violências praticadas por meio dela também geram graves consequências psicossociais às vítimas, mesmo sem contato físico.
Para promover o uso responsável e seguro da internet a SaferNet Brasil em parceria com o Ministério Público e a Polícia Federal realizaram no dia 08 de fevereiro o “Dia da Internet Segura”. Uma iniciativa anual que estimula atividades de promoção do uso responsável e seguro da internet nas principais regiões do Brasil e do mundo. O evento abrange mais de 65 países e tem como público alvo todas as pessoas que gostam ou precisam acessar a rede.

Segurança na rede
A Safernet Brasil é uma associação com atuação nacional, fundada em 2005 por um grupo de cientistas da computação, professores, pesquisadores e bacharéis em Direito. Entre outras ações, a entidade criou a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos (http://www.safernet.org.br/site/denun-ciar), que oferece o serviço de recebimento, processamento, encaminhamento e acompanhamento online de denúncias anônimas sobre qualquer crime ou violação praticados na internet.
Em 2008, a entidade realizou uma pesquisa com 1400 crianças, jovens e pais de todo o Brasil, e o resultado apontou alguns fatores considerados preocupantes:
- 87% dos jovens internautas afirmam não possuir restrições ao uso da internet;
- 53% tiveram contato com conteúdos agressivos e que consideravam impróprios para sua idade;
- 40% dos jovens consideram que estão sempre seguros e podem se defender de qualquer ameaça;
- 80% dos jovens internautas preferem os sites de relacionamento, 72% comunicadores instantâneos;
- 66,71% deles dizem que quando se cadastram nos sites de relacionamento o fazem sozinhos em casa, sem supervisão de um responsável, mesmo que os sites sejam proibidos para crianças e adolescentes;
- 54% dos jovens dizem que possuem algum colega que já se encontrou com um amigo virtual;
- cerca de 42% dos pais já fizeram ao menos uma denúncia sobre crime na internet;
- entre as crianças e adolescentes, este percentual é de 40%.
A entidade mantém em sua página estatísticas da Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. A maior parte dos registros é feito por ocorrência na rede social “Orkut”. A tabela mostra os números coletados entre 01 de janeiro de 2011 a 01 de fevereiro de 2011.

Dicas
Com base nos resultados desta pesquisa e de outros estudos, a SaferNet criou uma cartilha para potencializar o uso responsável dos recursos disponíveis na internet. Confira as principais dicas:

Emails
- pode haver muitas informações falsas e golpes nas mensagens. Criminosos podem se aproximar para prejudicar, difamar e roubar;
- crianças podem receber conteúdos impróprios e até serem aliciadas;
- é o método mais utilizado para espalhar vírus;
- atenção àquelas propostas boas demais ou produtos milagrosos, pois geralmente são fraudes.
- você pode configurar sua conta para bloquear contatos indesejados. Troque sua senha periodicamente;
- não aceite nem abra email de desconhecidos! Simplesmente apague sem ler;
- procure saber a origem da informação e se o responsável é de confiança ou conhecido;
- atenção com cartões virtuais. Não abra quando o nome do arquivo tiver .exe no final.
- evite mostrar seu endereço, número pessoal e outros detalhes. Seja genérico;
- atualizar o anti-vírus e usar anti-spam pode ajudar;
- jamais acredite em pedidos de pagamento, correção de senhas ou solicitação de qualquer dado pessoal por email. Comunique-se por telefone com a instituição que supostamente enviou o email e confira o assunto;
- quando receber mensagens agressivas e com conteúdo impróprio, denuncie em www.denuncie.org.br e/ou chame um adulto de confiança. Para denunciar Spam vá ao www.antispam.br/.

Chats
- as pessoas podem fantasiar e mentir para tentar ganhar confiança e prestígio. Em muitas salas, as conversas são impróprias para crianças que podem entrar sem serem identificadas;
- os apelidos dificultam a identificação e facilitam a prática de crimes. Não exiba seu nome completo, telefones, endereço, nem lugares que frequenta;
- jamais se encontre com “amigos virtuais” sem autorização;
- tempo de conversa não garante a confiança nem a veracidade das informações;
- caso receba mensagens ou imagens agressivas que tentem forçar uma conversa, bloqueie o usuário, denuncie e peça ajuda.

Comunicadores instantâneos
- se abrir sua câmera ou enviar fotos para desconhecidos, suas imagens podem ser manipuladas para te prejudicar; As imagens da webcam podem mostrar cenas violentas e impróprias;
- pessoas mal intencionadas se passam por “amigos virtuais” e mentem para seduzir, intimidar e ofender outros internautas;
- os arquivos trocados por meio das mensagens podem conter vírus, serem agressivos ou mesmo ilegais;
- não aceite convite de estranhos, prefira se comunicar com quem conhece;
- não envie fotos pessoais, nome completo, telefones, nem endereços nas conversas com novos amigos;
- nunca abra a sua webcam para desconhecidos. A webcam pode colocar um estranho mal intencionado dentro de sua casa, cuidado;
- evite gravar sua senha e não autorize entrada automática no computador, principalmente se usar em Lan House, Infocentro, ou qualquer local de acesso público;
- quando receber arquivo ou mensagem que te ofenda, peça ajuda para gravar, denunciar e bloquear o contato em sua lista.

Redes sociais
- quando divulgamos informações pessoais na internet, elas se tornam públicas. Após publicar algo, é impossível voltar a escondê-lo;
- não exponha detalhes de sua vida. Sua intimidade é preciosa e não deve ser aberta para qualquer um;
- os “cadeados” e bloqueios de acesso podem ser “quebrados” por pessoas mal intencionadas;
- as redes sociais podem ser usadas para reunir pessoas com intenção de praticar crimes;
- seus dados podem ser roubados e manipulados para ofender e mesmo chantagear. Mantenha o mínimo de informações em seu perfil;
- não comente sobre detalhes de horários e lugares onde estará. Faça isto por telefone ou por email apenas com quem conhece pessoalmente;
- se divulgar fotos, use as que não facilitem seu reconhecimento, nem endereços ou nome de escola;
- o que importa é a qualidade e não a quantidade de amigos. Cuidado com estranhos;
- jamais aceite convite de encontro presencial com quem não conhece;
- caso seja agredido por estranhos, configure sua conta para bloquear os contatos indesejados. Se visualizar conteúdos suspeitos de serem racistas ou com cenas de violência contra crianças denuncie em www.denuncie.org.br.
Texto: Marina Lukavy, da Redação com informações da SaferNet Brasil

Publicado na edição 555, em 09 de fevereiro de 2011.

Extraído do site: http://www.hojecentrosul.com.br/geral/dia-mundial-da-internet-segura-estar-online-e-mais-que-um-jogo-e-sua-vida/

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

FBI: Serviços na nuvem dificultam esforços de escuta

21 de fevereiro de 2011



Email web-based, redes sociais e serviços peer-to-peer (P2P) estão frustrando os esforços de escuta do FBI, disse Valeria Caproni, conselheira geral do FBI a congressistas estadunidenses na última quinta-feira (17/02), mas ela não deu ideias concretas para solucionar o problema.
Nos Estados Unidos, existe uma lei chamada Communications Assistance for Law Enforcement Act (CALEA) que requere que companhias de telecomunicação tradicionais permitam que policiais e investigadores tenham acesso em tempo real a comunicações após uma corte ter expedido um mandato de escuta. Muitos serviços de internet não estão abrangidas por esta lei. Entretanto, Caproni disse aos congressistas que não estava pedindo por uma expansão de poderes do CALEA, ou que as empresas de comunicações baseadas em internet colocassem uma “porta dos fundos” nos programas para que o governo acessasse, embora estivesse otimista que o governo poderia oferecer incentivos para as companhias desenvolverem “soluções de interceptação desenvolvidas em seus sistemas”.
Veja mais detalhes em FBI: Web-Based Services Hurting Wiretapping Efforts CIO.com.

 Extraído do site: http://www.seginfo.com.br/fbi-servicos-na-nuvem-dificultam-esforcos-de-escuta/?utm_source=feedburner&utm_medium=twitter&utm_campaign=Feed%3A+seginfo+%28Blog+SegInfo+-+Seguran%C3%A7a+da+Informa%C3%A7%C3%A3o+-+Tecnologia+-+Not%C3%ADcias%2C+Artigos+e+Novidades%29&utm_content=Twitter

Antivírus de celular se multiplicam, mas quem precisa de um?

Segundo a Kaspersky, existem dois mil vírus 'móveis'.
Softwares agregam recursos além da detecção de pragas.

Altieres Rohr Especial para o G1*
Um dos motivos da troca do nome da coluna “Segurança para o PC” para “Segurança Digital” é a migração das ameaças: não estão mais só no PC. Usuários de smartphones rodando Android ou Symbian têm à disposição uma variedade de softwares e serviços de segurança, contando com rastreadores e outras funções antirroubo. Há, também, os tradicionais antivírus.
Já que esses celulares “inteligentes” estão cada vez mais comuns, a tendência natural é a de que vírus apareçam para essas plataformas. Mas a situação de hoje é diferente daquela em que estavam os PCs quando os vírus começaram a aparecer junto da popularização dos computadores. Apesar dos milhões de celulares em operação, a ameaça ainda é muito pequena.
Se você tem alguma dúvida sobre segurança da informação (antivírus, invasões, cibercrime, roubo de dados, etc), vá até o fim da reportagem e utilize a seção de comentários. A coluna responde perguntas deixadas por leitores todas as quartas-feiras.
Tecnologia de antivírus da McAfee para iPhone, em 2008. Hoje, empresa se concentra em software de conformidade. (Foto: Divulgação)Tecnologia de antivírus da McAfee para iPhone,
em 2008. Hoje, empresa se concentra em software
de conformidade (Foto: Divulgação)
iPhone
Antivírus para iPhone também foram criados – ironicamente, antivírus falsos para usuários que fizeram jailbreak para instalar programas fora da App Store da Apple. Ou seja, o software de “proteção” prometido era com frequência um programa malicioso mascarado.
Companhias antivírus se interessam na plataforma da Apple, mas hoje um dos motivos que leva à instalação de softwares de segurança em celulares são regras da empresa. Muitas empresas têm como política de segurança a instalação de um antivírus em qualquer sistema informatizado que possa ter um – seja ele um computador, um notebook ou um celular. Essas empresas não vão usar um iPhone com jailbreak e, portanto, cortam a maior parte do risco e do incentivo para instalar um antivírus.
Mesmo assim, o software de segurança permanece sendo interessante para gerenciar essas políticas internas, garantindo que o iPhone do funcionário não seja modificado de uma forma que contrarie as regras da empresa. Somente um iPhone autenticado será capaz de fazer login no sistema interno da companhia.
Antivírus trazem recursos como backup e proteção contra perda e roubo. (Foto: Reprodução)Antivírus trazem recursos como backup e proteção
contra perda e roubo (Foto: Reprodução)
Android, Symbian e Windows Mobile
A situação nos celulares com Android, do Google, Windows Mobile, da Microsoft, e Symbian, da Nokia, é mais complicada. O Symbian é a plataforma móvel com mais vírus em existência; os mais comuns são os vírus que, depois de infectar o dispositivo, enviam torpedos SMS para números Premium. São torpedos que vão custar caro e parte do valor pago pertence ao dono do número – o criminoso. Em alguns países esse tipo de ataque é muito comum, normalmente porque o setor de telecomunicações é pouco regulamentado e permite esse abuso de números Premium (também conhecidos como números 0900).
O Android tem enfrentado problemas diversos e reais. Diferentemente do iPhone, o Android permite a instalação de aplicativos fora do Market. Isso significa que um criminoso pode criar um aplicativo malicioso para Android, disponibilizar na internet e lançar alguma campanha, via e-mail, SMS ou envenenamento de pesquisas, para divulgar sua criação. Apesar disso, programas maliciosos já conseguiram entrar no Android Market. A explicação para isso é o fator psicológico envolvido na aprovação de aplicativos.
Como o número de apps legítimos é muito maior que o de apps maliciosos – principalmente porque o criminoso não precisa passar pela aprovação do Market – os avaliadores podem facilmente ficar “mecanizados” por nunca encontrar nada e aprovar sem medo de que estarão corretos aparentemente 100% das vezes. O solitário aplicativo malicioso que passar pelo processo não será detectado. Se mais aplicativos maliciosos forem enviados ao market, tudo será feito com mais cuidado; hoje o trabalho parece inútil na maior parte do tempo, já que os apps maliciosos são muito raros.
Mas o Android não depende só do market. Durante a instalação do aplicativo, o usuário é informado a respeito das permissões que o app requer para funcionar no telefone. Nessa tela é possível identificar comportamentos estranhos. Por exemplo, um aplicativo que irá realizar uma função de localização precisa enviar um SMS ou realizar chamadas telefônicas? Essa é uma proteção que simplesmente não existia – e ainda não existe com a mesma facilidade – nos desktops.
O cenário de vírus para celular é diferente e é por isso que, apesar de enorme base de usuários, o risco permanece baixo. Dados do IDC sugerem que 300 milhões de smartphones foram vendidos em 2010. Mesmo assim, há apenas dois mil vírus, segundo a fabricante de antivírus Kaspersky.
São tantos aplicativos legítimos nos “markets” que programas maliciosos podem conseguir passar. (Foto: Reprodução)São tantos aplicativos legítimos nos 'markets' que
programas maliciosos podem conseguir passar
(Foto: Reprodução)
Para quem é feito o antivírus para celular?
Os principais interessados em um antivírus para celular são as empresas que buscam manter os aparelhos em conformidade com as regras internas. Os “antivírus” integram recursos de rastreamento e antifurto para terem alguma utilidade além da simples detecção de ameaças, agregando valor e dando o diferencial para as companhias que buscam esse tipo de solução.
Entre os usuários, só precisa de antivírus quem quer instalar muitos aplicativos, especialmente aplicativos fora das “lojas” oficiais dos sistemas (Android Market e Windows Marketplace). O iPhone, por ser uma plataforma fechada, segue como um caso a parte; apenas usuários que fizeram jailbreak foram alvos de ataque até hoje, por vírus como o Ikee.
A disponibilidade de programas de segurança para celulares pode fazer um usuário pensar que o problema existe e é comum – mas esse não é o caso, pelo menos ainda não. Aquele que tomar cuidado com tudo o que instalar, recusar arquivos que receber aleatoriamente por Bluetooth (um risco grande principalmente no Symbian) e verificar as permissões solicitadas pelos apps no Android dificilmente vai ser alvo de um ataque.
Por ora, os ataques são tão raros que até mesmo a eficácia dos antivírus é contestável. Nas empresas, um modelo em que apenas aplicativos autorizados podem ser executados é funcional. No caso de usuários finais, isso não faz sentido algum, já que o próprio usuário pode ser enganado para autorizar um aplicativo malicioso. Sendo assim, pelo menos no momento, o antivírus para celular é para poucos. Não se deixe intimidar pela quantidade de ofertas.
A coluna Segurança Digital fica por aqui, mas volta já na quarta-feira (23) para responder dúvidas deixadas por leitores. Se você tem alguma dúvida, não deixe de escrever na área de comentários. Até a próxima!
* Altieres Rohr é especialista em segurança de computadores e, nesta coluna, vai responder dúvidas, explicar conceitos e dar dicas e esclarecimentos sobre antivírus, firewalls, crimes virtuais, proteção de dados e outros. Ele criou e edita o Linha Defensiva, site e fórum de segurança que oferece um serviço gratuito de remoção de pragas digitais, entre outras atividades. Na coluna “Segurança digital”, o especialista também vai tirar dúvidas deixadas pelos leitores na seção de comentários. Acompanhe também o Twitter da coluna, na página http://twitter.com/g1seguranca.

Extraído do site: http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/02/antivirus-de-celular-se-multiplicam-mas-quem-precisa-de-um.html

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Cibercrime custa 43,5 bilhões de dólares a britânicos

Segurança

Ataques virtuais são considerados tão perigosos quanto terrorismo

Os crimes virtuais estão gerando um rombo anual de 43,5 bilhões de dólares à economia britânica. A primeira estimativa oficial sobre o cibercrime, publicada nesta quinta-feira pelo Departamento de Segurança Cibernética e da Informação da Grã-Bretanha, mostra que a quantidade de golpes cresceu de forma exponencial nos últimos anos, e que a falta de compreensão de seu funcionamento impede a solução do problema.
O relatório afirma que, em 2010, cerca de 14,7 bilhões de dólares foram perdidos com roubo de propriedade intelectual, 12,16 bilhões com espionagem industrial e 3,5 bilhões com extorsão a grandes companhias. Os setores farmacêutico, biotecnológico, químico e de tecnologia da informação foram os mais atingidos, somando prejuízos de 33,6 bilhões de dólares. Já o governo perdeu cerca de 3,5 bilhões de dólares por causa de fraudes.
No ano passado, o relatório britânico Estratégias de Segurança Nacional avaliou os ciberataques como uma das maiores ameaças enfrentadas pelo país, ao lado do terrorismo, da guerra e dos desastres naturais. Agora, a Grã-Bretanha está investindo quase 1 bilhão de dólares em um novo programa nacional de segurança cibernética.
Os crimes consistem basicamente de invasões e armadilhas criadas para roubar informações pessoais e bancárias de indivíduos e instituições. Alguns são tão sofisticados que conseguem enganar os sistemas de segurança das empresas.
(Com informações da agência Reuters)
Extraído do site: http://veja.abril.com.br/noticia/vida-digital/cibercrime-custa-43-5-bilhoes-de-dolares-a-britanicos

Misha Glenny investiga as redes globais de crimes

Má conduta e ofensas na internet levam internautas a Justiça

09/02/2011


“Reportagem do Jornal Correio Braziliense abordou um problema que vem sendo destaque em nossa sociedade: o uso da internet para praticar crimes contra a honra. O problema já chegou a Justiça e muitas decisões estão condenando internautas por esta postura ofensiva principalmente nas redes sociais.”
As brincadeiras com montagens de fotos na internet ou comentários raivosos em um site de relacionamentos são tão difamatórios quanto as ofensas feitas pessoalmente. É o que entenderam os juízes do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) em três casos julgados, nesta semana, na capital do país. Em todos eles, os réus acabaram condenados a pagar indenizações em dinheiro às vítimas. A prática está em ascensão no DF. Dados da Polícia Civil apontam para aumento de 12% nas denúncias recebidas pelas delegacias na comparação entre 2008 e 2009.
A tendência dos magistrados hoje é encaixar os crimes de má conduta na internet na legislação existente — isso porque se trata de um novo tipo de agressão sem previsão específica no Código Penal Brasileiro. Foi o que aconteceu em um caso julgado pelo Juizado Especial Cível de Planaltina. Uma sobrinha foi condenada a pagar R$ 700 em indenização ao tio. Por desavenças na família, a jovem postou uma foto da vítima no site de relacionamentos Orkut, em que ele aparece com um cifrão estampado no rosto. A intenção da menina era chamá-lo de mercenário por conta de um inventário. Ofendido, ele processou a sobrinha e entrou com uma ação por danos morais, mesmo ela retirando a imagem em seguida.
Outro caso ocorreu na Universidade de Brasília (UnB). A professora de tecnologia farmacêutica foi alvo de críticas de um grupo de discussão virtual. Pediu, assim, R$ 13 mil de indenização. O processo aberto contra 17 alunos se arrasta desde 2005 e ainda cabe recurso. A educadora venceu em primeira instância. A decisão judicial determinou que os estudantes pagassem R$ 8,5 mil à vítima. História parecida de agressão virtual se repetiu no Condomínio Ville de Montaigne, no Lago Sul, onde um morador acabou condenado a pagar R$ 8 mil. A diretoria do conjunto habitacional se sentiu ofendida por conta de comentários publicados em um site, nos quais ele lançou dúvidas quanto à administração da associação.
O que diz a lei
O crime contra a honra figura no Código Penal e prevê condenação em caso de calúnia, difamação e injúria. Essa última é a ofensa a uma pessoa. A difamação ocorre sem que seja dirigida a uma pessoa, além de mudar a imagem da vítima em relação àqueles que a cercam. A calúnia ocorre quando se imputa a uma pessoa algo falso tipificado como crime. Quem é vítima de crime contra a honra pode pedir indenização por danos morais previsto no Código Civil.
Liberdade de expressão
Segundo especialistas em crimes cibernéticos, as indenizações servem para chamar a atenção de que má conduta é punida independentemente do meio em que é cometida. O advogado Alexandre Atheniense lembra que, diferentemente de outros delitos virtuais ainda sem legislação, difamação, injúria e calúnia na rede virtual se encaixam em leis dos códigos Penal e Civil. “A internet gera a falsa impressão de que é um ambiente qualquer. Na rede, a ofensa continua”, explicou.
Quando uma pessoa é difamada ou caluniada, ela sofre o que a legislação brasileira tipifica como crime contra a honra. Esse tipo de delito na internet cresceu 12% no Distrito Federal, segundo mostra levantamento da Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dicat) da Polícia Civil do Distrito Federal. A unidade especializada registrou 152 denúncias em 2008. O número subiu para 170 no ano seguinte. “O maior acesso à rede, e a internet vista como um ambiente de crime aumentam as denúncias”, explicou o diretor da Dicat, Silvio Cerqueira.
O mito de que a internet é um mundo sem lei contribui para os casos de ofensas na rede. “Como estão em um meio eletrônico, as pessoas se inflamam mais e passam dos limites”, avaliou o advogado Atheniense. O anonimato, assim, também pode ser visto como um aliado dos agressores. Porém, o delegado Cerqueira lembrou que, apesar dos falsos nomes usados na internet, é possível localizar os autores dos crimes com a ajuda dos provedores. Se a Justiça determinar, os domínios virtuais liberam a identidade do usuário, o registro do IP, o dia e a hora de acesso, telefone e endereço da pessoa.
Apesar das sentenças favorecerem os ofendidos na rede, os especialistas defendem que a liberdade de expressão não está ameaçada. O importante é tomar cuidado com o conteúdo postado. Não é proibido colocar piada, brincar, se manifestar. É só medir as palavras com terceiros na internet.
Extraído do site: http://www.tribunadodireito.com.br/blog-ver-detalhes.php?codNoticia=877&codColunista=1073&q=M%E1+conduta+e+ofensas+na+internet+levam+internautas+a+Justi%E7a

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Palestras sobre crimes cibernéticos em São Paulo (dia 15 e dia 18)

Dia 15 de fevereiro de 2011
Tema:
Crimes cibernéticos, investigação criminal e segurança da informação
Palestrante: Higor Vinicius Nogueira Jorge -
www.higorjorge.com.br
Data: 15 de fevereiro de 2011
Horário: 14:30 às 16:30
Local: Auditório da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP) - Avenida Ipiranga, 919 - Conjunto Cinerama - 9° andar - CEP 01039-902 | Centro | São Paulo-SP
Público alvo: Delegados de polícia, policiais civis, universitários, jornalistas e outros interessados.

Dia 18 de fevereiro de 2011
Tema: Investigação de crimes cibernéticos e segurança da informação
Palestrante: Higor Vinicius Nogueira Jorge -
www.higorjorge.com.br
Data: 18 de fevereiro de 2011
Horário: 12:30 às 13:40
Local: 2ª Feira da Carreira Pública de São Paulo - Palácio das Convenções – Anhembi - Av. Olavo Fontoura, portaria A – Santana – CEP: 02012-021 | São Paulo-SP
Público alvo: Estudantes do ensino médio e superior e público em geral.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Palestra sobre crimes cibernéticos em São Paulo (terça-feira, dia 15 de fevereiro, auditório da ADPESP)


Delegado Higor Jorge ministra palestra sobre crimes cibernéticos na Adpesp

 
O Delegado de Polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge promoverá uma palestra sobre crimes cibernéticos, investigação criminal e segurança da informação, na próxima terça-feira, 15 de fevereiro, às 14h30, no auditório da Adpesp.
O evento destina-se a delegados de polícia, policiais civis, estudantes dos cursos de direito, análise e desenvolvimento de sistemas e ciência da computação, jornalistas e demais interessados.
Entre os temas que serão abordados, estão: as principais ameaças da internet (vírus de boot, worms, key loggers, trojan horse, time bomb, phishing, hijackers, rootkits), tipos de criminosos cibernéticos (hackers, crackers, pheakers, bankers), engenharia social, investigação de crimes cybercrimes e suas principais dificuldades, perícia forense computacional e temas atuais sobre cybersegurança.

A palestra já foi ministrado em outras faculdades e empresas no estado de São Paulo.
Outras informações: no e-mail imprensa@adpep.com.br ou pelo telefone: (11) 3367-3713

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Internet Segura - Confira a Resolução do MP-PR

Estar online é mais que um jogo. É a sua vida”. Este é o tema do Dia da Internet Segura 2011, iniciativa organizada pela Rede INSAFE, que agrupa as organizações que trabalham na promoção do uso consciente da internet nos países da União Europeia e que mobiliza 65 países de todo o mundo para promover o uso seguro da rede mundial de computadores. O objetivo do Dia é a promoção do uso ético e seguro da internet e outras tecnologias, por meio da difusão de informações, recursos e guias de boas práticas.


Para se ter uma ideia, a associação civil denominada Safernet (www.safernet.org.br), que atua em todo o país, desde 2005, visando promover o uso seguro das tecnologias da informação e incentivar uma cultura de responsabilidade na rede mundial de computadores, registrou só no último semestre de 2010 mais de 37.700 denúncias envolvendo violações a direitos humanos pela internet, aí incluídos os crimes de racismo, xenofobia, homofobia, pornografia infantil, entre outros. Daí a necessidade de se promover o debate em torno da rede, já que grande parte dos usuários (de um total de mais de 68 milhões no Brasil) vê esse espaço como uma terra sem lei, onde tudo pode ser feito frente ao sentimento de impunidade.


O Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Direitos Constitucionais, o CAO das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e o Departamento de Informática do MP-PR apoiam a iniciativa do Dia da Internet Segura, aproveitando para divulgar o manual prático de investigação de crimes cibernéticos elaborado pelo MPF/SP e o site promotor do evento. No âmbito do MP-PR, a Procuradoria-Geral de Justiça editou a Resolução nº 27/2011, no sentido de fomentar a cultura de segurança aos usuários da tecnologia e evitar riscos que possam comprometer os objetivos institucionais (veja mais detalhes abaixo).


Em conjunto com a PGJ, o CAO das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais, também, já formalizou pedidos junto ao Tribunal de Justiça do Paraná, em duas ocasiões, para instalação de uma Vara específica para tratar dos chamados cibercrimes. Embora, até o momento, não tenha obtido resposta positiva, a instituição pretende insistir no tema, reiterando as solicitações anteriores.


Confira abaixo:


Manual prático de investigação de crimes cibernéticos (em .pdf)


www.diadainternetsegura.org.br


Resolução nº 27/2011, do MP-PR



Sobre a resolução
- Visando melhorar as condições de trabalho dos integrantes da instituição, o MP-PR investiu em novos equipamentos e na velocidade de acesso à internet. Foram instaladas nas comarcas da capital e interior fibras óticas da Copel para prover acesso à rede mundial de computadores, com velocidade superior à da ADSL existente.


Entretanto, a evolução dos artifícios nocivos que trafegam na Internet é infinitamente mais rápida do que qualquer avanço tecnológico pode alcançar. No ano de 2009, surgiram, por dia, 50 mil novos vírus de computador. Até agosto de 2010, 95% dos vírus produzidos tinham como objetivo roubar dados bancários e de cartões de crédito.


Desta forma, na perspectiva de fomentar uma cultura de segurança, evitar riscos que possam comprometer os objetivos institucionais, e também, preventivamente, na perspectiva de controlar os gastos com o volume de dados digitais trafegados na rede corporativa, foi editada a Resolução nº 27/2011, que trata das proibições nas ações diárias dos usuários e estabelece sanções quando da violação das suas regras.


Proxy - Na resolução também está prevista a implantação da infra-estrutura de Servidor Proxy (art. 7º), que deverá tornar a navegação mais segura. Nos próximos dois meses deverá ser feita a implantação gradativa do acesso à internet através desse sistema. Com ele, todo acesso à rede mundial de computadores será feito mediante digitação do nome do usuário e senha. Os computadores do MP-PR deverão ser configurados para isso. Assim que o serviço seja implementado, o Departamento de Informática disponibilizará informações detalhadas no site e via e-mail institucional.


Veja abaixo o que prevê a resolução.


O que é proibido
  • Enviar SPAM utilizando e-mail institucional;
  • Acessar, enviar, reenviar ou divulgar qualquer mensagem ou imagem com conteúdo pornográfico, racista ou de pedofilia;
  • Acessar sites de bate-papo online;
  • Assistir vídeos disponibilizados na internet, bem como ouvir rádios on-line;
  • Instalar e utilizar programas de computador que possibilitem troca de arquivos (download/upload, P2P) de qualquer natureza;
  • Realizar download ou upload de arquivos de música, vídeo ou jogo;
  • Tentar fazer-se passar ou passar-se por outra pessoa quando na utilização dos recursos computacionais do MP-PR, como usar login e senha de outra pessoa;
  • Interceptar, tentar interceptar dados de rede do órgão;
  • Armazenar nos equipamentos do MP-PR arquivos de natureza pornográfica, pedofílica ou racista;
  • Utilizar quaisquer softwares ‘piratas’;
  • Instalar quaisquer programas de computador sem prévia autorização do Departamento de Informática.


O que deve ser evitado:
  • Acessar sites de Comunidades de Relacionamento (Orkut, Facebook, etc.) ou troca de informações pessoais (Twitter, etc.);
  • Utilizar comunicadores instantâneos (MSN, GTalk, Pidgin, etc.) de forma abusiva.
Extraído do site: http://www.mp.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=1413

PF faz ação contra pornografia infantil na rede


Policia FederalNo dia internacional da internet segura, o Ministério Público Estadual lançou ontem uma pesquisa nas escolas para conhecer os sites por onde as crianças andam navegando, enquanto a Polícia Federal colocou na rua a operação de combate à pornografia infantil na rede. Foram dez lan houses fiscalizadas, sendo cinco em Belo Horizonte e as outras em Juiz de Fora.
As lan houses foram escolhidas aleatoriamente pelos agentes federais que estavam à procura de materiais pornográficos nos computadores. Nenhum mandado de prisão ou busca foi cumprido. Na ação da PF, os donos das casas foram orientados quanto à procedimentos de segurança para evitar que suas lojas sejam utilizadas para o crimes virtuais. A operação foi realizada em diversas capitais do Brasil e em outros 65 países.
Essa mobilização alerta para um crime silencioso, cada vez mais comum. Segundo dados da ONG SaferNnet Brasil, que recebe denúncias de pedofilia e outros crimes cibernéticos, por mês são 700 denúncias de abuso contra crianças na rede. Em Minas, a Polícia Federal instaurou 23 inquéritos em 2010 para apurar a atuação de grupos internacionais de pedofilia na Web.
Preocupada com esse tipo de crime cada vez mais crescente, a promotora Vanessa Fusco Nogueira Simões, coordenadora da Promotoria Estadual de Combate aos Crimes Cibernéticos, cobrou além da vigilância dos pais, o envolvimento das escolas. Na campanha lançada ontem, o MPE fará uma pesquisa nas escolas públicas e privadas do Estado com o objetivo de diagnosticar a existência de política de segurança na internet dessas escolas.
Entenda
A atividade faz parte do Dia Internacional da Internet Segura promovido pela organização Insafe que resgata a segurança na rede mundial de computadores. Além do Brasil, a campanha é realizada em mais de 65 países, com apresentação de palestras e distribuição de material de cunho preventivo, utilizando-se o slogan: “É mais do que um jogo, é a sua vida”.
Por Douglas Couto – Super Notícia
Foto: Divulgação Polícia Federal

10 exemplos de como a banda larga mudou o mundo

 


Downloads de filmes e jogos completos em poucos minutos, online banking, conferências via webcam, escritórios virtuais, mapas online, compras sem sair da frente do computador. O acesso à Internet de banda larga está disponível há mais de dez anos e, durante esse tempo, alterou de forma significativa a forma como nos comunicamos, fazemos negócios e nos divertimos. Pense em cada uma dessas facilidades e o velho mundo de Internet discada parecerá estar a anos-luz de distância.
Já estamos acostumados com tudo isso. Mas quais são as contribuições mais estranhas que a banda larga trouxe consigo? Aqui, listamos de que outras maneiras a banda larga mudou o mundo.
10 – A ONIPRESENÇA DA CULTURA DE NICHOS
Antes da revolução da banda larga, os blogs eram vistos como um domínio estritamente dos geeks. Atualmente, é possível encontrar páginas sobre qualquer assunto que se possa imaginar – e o impacto sociológico disso ainda está sendo mensurado. Se antes os grupos se formavam de acordo com sua proximidade geográfica, agora é possível que nichos espalhados por todo o globo se reúnam e desenvolvam sua própria cultura através da rede. Além disso, ao explorar o ambiente digital, podemos encontrar músicas, filmes e livros que nem sabíamos da existência, o que significa que as pessoas têm acesso a um mundo muito mais diversificado do que antes. As implicações culturais dos nichos são profundas, e a cultura dos blogs se desenvolve a cada dia, de estranhas e maravilhosas maneiras.
9 – CRIMES VIRTUAIS
nfelizmente, a Internet em alta velocidade propiciou um aumento no número de fraudes online e roubos de identidade. Mais e mais detalhes pessoais são compartilhados na rede a cada dia, fazendo da web um lugar tentador para criminosos. Estima-se que empresas norte-americanas percam cerca de 221 bilhões de dólares por ano com roubos de identidade, e o número tende a aumentar. Sem a proteção adequada, a Internet pode se tornar um ambiente muito perigoso.
8 – A NOVA POLÍTICA
Políticos e líderes de todo o mundo devem estar familiarizados com a web, além de serem capazes de atingir seu eleitorado com o clique de um mouse. Blogs políticos ou alimentados por civis podem influenciar os noticiários e a própria sociedade, atingindo uma audiência nunca antes imaginada. O resultado de tudo isso é que, assim como a Internet se torna mais rápida, o mesmo acontece com os cenários políticos. Afinal, qualquer evento pode ser gravado, editado e copiado por quase qualquer pessoa com acesso à rede.
7 – WIKILEAKS
WikiLeaks, a organização sem fins lucrativos que publica documentos anteriormente não disponíveis na Internet, está mudando o mundo dia após dia. Fundada em 2006, o grupo dirigido por Julian Assange teve um enorme impacto nos noticiários e nas políticas públicas de vários países. O fenômeno também nos mostra que, no mundo atual, quase tudo pode ser publicado por quase todos – e potencialmente em grande escala. A organização ocasionou o vazamento de vários escândalos políticos, muitos dos quais você não teria ouvido falar sem a ferramenta.
6 – HACKERS
Assim como a Internet, hackers e vírus online estão se desenvolvendo de forma veloz e sofisticada. O acesso à banda larga tem aumentado a vulnerabilidade de muitos usuários a um “ataque cibernético”, e a segurança na rede se tornou uma preocupação global, tanto para os usuários comuns quanto para governos. Recentemente, o worm de computador Stuxnet atacou a Usina Nuclear de Bushehr, no Iraque. Acredita-se que o worm tenha infectado mais de 45 mil redes em todo o mundo, o que seria impensável na época da Guerra Fria.
5 – COMPUTAÇÃO EM NUVEM
A computação “em nuvem” (cloud computing) – sistema pela qual a informação é armazenada em servidores compartilhados e interligados na Internet, ao invés das formas tradicionais de armazenamento de dados – é inconcebível sem a banda larga. Com o desenvolvimento da tecnologia, se torna cada vez mais desnecessário o armazenamento de arquivos e programas em nossos computadores pessoais. Sites como Facebook, Twitter, Amazon e serviços como o Google Docs já contam com a computação em nuvem em seu núcleo. As implicações do sistema são monumentais, sendo definidas pelo CEO da Microsoft, Steve Ballmer, como “a próxima fronteira”.
4 – CHAT ROULETTE E AMIGOS ONLINE
Se 2007 foi o ano do Facebook e 2009 o ano do Twitter, 2010 pertence ao Chat Roulette. O serviço online, que lhe permite conversar com um completo estranho através da webcam, chegou às manchetes pelas razões erradas, quando várias fontes questionaram a moralidade de um site que permite aos seus usuários conversar com jovens e demais pessoas vulneráveis. Outros, no entanto, notaram o aspecto positivo do Chat Roulette, elogiando o seu apelo global. O que é inegável é que o site é um dos frutos da banda larga, colocando você em contato com alguém que nunca conheceu.
3 – SUICÍDIOS VIA INTERNET
As novas tecnologias não estão imunes ao lado sombrio da condição humana. Com o advento da banda larga, uma das tendências preocupantes é o de suicídios via Internet, quando grupos de pessoas discutem ou fazem pactos de suicídio juntos. Vários apelos têm sido feitos para o fechamento de sites que promovam o ato. As implicações perturbadoras do “suicídio ao vivo” via Skype, ou suicídios registrados e enviados para o YouTube também são mencionados. Felizmente os casos são raros, mas servem como um alerta de que junto com a comunicação de massa, vem a responsabilidade com as pessoas vulneráveis e facilmente influenciáveis.
2 – RELACIONAMENTOS
Seja flertando no Facebook ou marcando um encontro às escuras através de sites de anúncios, a Internet banda larga mudou a forma como nos relacionamos. Existem diversas formas de conhecer e interagir com outras pessoas, todas verdadeiramente novas.
1 – RESOLUÇÃO DE CRIMES
Além das operações para o policiamento da própria Internet, as autoridades contam com o ambiente digital como um poderoso instrumento para a resolução de crimes. Nossas atividades na rede deixam um rastro, que os investigadores são capazes de rastrear como pegadas de neve. Mas não se preocupe: se você não tem nada a esconder, então não há nada a ser encontrado. [Broadband Expert]

Com apagão, preconceito contra nordestinos volta a surgir na web

Diversas pessoas estão postando mensagens contra nordestinos - que respondem com mais ofensas. Ministério Público investiga caso

Renata Baptista, iG Pernambuco | 04/02/2011 19:04
 
O apagão que atingiu oito estados do Nordeste na madrugada desta sexta-feira ficou entre os tópicos mais comentados do Twitter, hoje pela manhã, e tem provocado polêmica devido a alguns comentários preconceituosos de usuários da rede.
Um usuário identificado apenas como @oseparatista, do Rio Grande do Sul, postou o seguinte comentário: "Apagão no Nordeste? Aproveita e some! Vai pedir Bolsa-energia agora, é só o que falta".
Outras frases, como: "Apagão no Nordeste, e tinha energia lá?" e "Por mim o Nordeste poderia ficar sem luz sempre, não fazem nada mesmo" foram postadas e retransmitidas durante todo o dia.
E o debate chegou à seara política, quando @caiquehugo postou que "apagão é só pra quem elegeu a Dilma como presidente, Nordeste de m...".
Os comentários provocaram discussões acaloradas na rede e troca de ofensas. Alguns usuários postaram comentários chamando atenção do Ministério Público a posts considerados ofensivos. Além disso, alguns usuários estão respondendo às ofensas com mais ofensas. Alguns deles, do Nordeste, dizem que energia no Nordeste voltou, mas as casas destruídas pelas enchentes no Sudeste, que mataram milhares de pessoas, não vão voltar.
De acordo com o procurador de Justiça José Lopes de Oliveira Júnior, responsável pelo centro operacional de crimes tributários e cibernéticos do Ministério Público de Pernambuco, as pessoas que se sentirem ofendidas com comentários postados na rede podem buscar orientações de como denunciar os seus responsáveis com a ONG Safernet Brasil. Em alguns casos, deu resultado.
A estudante paulista Mayara Petruso está sendo processada por conta de preconceito contra nordestinos. Depois das eleições, por conta da vitória expressiva de Dilma Rousseff no Nordeste, ela escreveu: "Nordestisto não é gente. Faça um favor a SP: mate um nordestino afogado”.
Para Oliveira Júnior, a legislação para crimes cibernéticos no País ainda tem muito a evoluir. Segundo ele, a Polícia Federal tem que investigar seriamente o preconceito na rede, que muitas vezes leva a grupos organizados que podem provocar ações perigosas.

Extraído do site: http://ultimosegundo.ig.com.br/apagaonordeste/com+apagao+preconceito+contra+nordestinos+volta+a+surgir+na+web/n1237985727591.html

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Delegado de polícia fala sobre o Dia da Internet Segura

 
Hoje, dia 08 de fevereiro de 2011, se comemora em diversos países o Dia da Internet Segura. Para falar um pouco sobre a segurança da informação, principalmente a segurança na internet a reportagem falou com o delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge que é professor de análise de inteligência da ACADEPOL, especialista na investigação de crimes cibernéticos e possui o blog http://cciberneticos.blogspot.com/.
 
O que é o Dia da Internet Segura?
Essa data é comemorada todo ano pelo INSAFE,que faz parte do programa Safer Internet Plus da Comissão Européia com a finalidade de conscientizar o usuário de computadores a utilizar de forma ética e segura a internet. No Brasil o evento é organizado pelo SaferNet Brasil, Ministério Público Federal, Polícia Federal e Comitê Gestor da Internet.
 
Quais sãos as principais atividades que serão realizadas para comemorar o Dia da Internet Segura?
Serão feitas atividades de conscientização, concursos, seminários, divulgação com a imprensa, gincana em estabelecimentos de ensino, bate papo com especialistas, etc.
 
Quais são os cuidados que os pais devem tomar para proteger seus filhos?
Os pais devem freqüentemente observar os sites visitados pelos filhos e as pessoas que eles se comunicam, principalmente quando utilizam chats, comunicadores instantâneos e redes sociais.
Os pais devem manter um diálogo franco com seus filhos, que devem ser estimulados a contar sobre qualquer comunicação recebida pela internet que faça que eles fiquem desconfortáveis, como por exemplo, relacionados com teor sexual, cyberbulling, etc.
 
Que programas o usuário deve ter instalado em seu computador para evitar riscos indesejáveis?
É necessário atualizar constantemente o sistema operacional e os programas, também instalar um bom antivírus, preferencialmente pago e se não estiver integrado ao antivírus, instalar também um firewall, para evitar invasões, um antispyware, para detectar e remover trojans e um antispam, para evitar receber e-mails não solicitados.
 
Quais são os principais cuidados que os internautas devem ter ao escolherem uma senha?
As senhas devem ter pelo menos oito caracteres, de preferência sendo letras maiúscula, minúsculas e números aleatoriamente escolhidos. Nunca escolher senhas fáceis ou senhas que outras pessoas possam imaginar que tenha as escolhido.
Quando se pretende descobrir a senha da vítima os autores de crimes cibernéticos costumam inserir nomes de familiares das vítimas, além de datas e outras informações pessoais fáceis de serem descobertas.
Nunca utilizar a mesma senha para realizar atividades diferentes, como por exemplo, a mesma senha para transações bancárias pela internet (internet banking), e-mail, redes sociais, acesso ao provedor de internet, etc.
 
Que outras dicas você oferece para os internautas?
Acho importante repetir uma dica que já ouvi muitas vezes que é evitar clicar em todos os links que aparecem, procure sempre digitar o endereço que pretende visitar. Também nunca mantenha as senhas salvas no computador, procure alterar as senhas constantemente e nunca se esqueça de clicar em sair (logout).
 
                                                                                                                                 

Crimes Cibernéticos e Toque de Acolher no curso de direito da FUNEC

O delegado de policia Higor Vinicius Nogueira Jorge, especialista na investigação de crimes cibernéticos, fará uma palestra na FUNEC de Santa Fé do Sul nesta quinta-feira (3), para tratar do tema: “crimes cibernéticos, investigação criminal e segurança da informação”.

A palestra tem a finalidade de apresentar informações sobre as principais modalidades criminosas praticadas por intermédio da alta tecnologia, em especial da internet.

Na ocasião o delegado Higor Jorge falará sobre as principais ameaças on line, bem como alguns casos de crimes praticados por meios eletrônicos que a Polícia Civil esclareceu.

Outro tópico da palestra será a segurança da informação que consiste na aplicação de diversos procedimentos preventivos com a finalidade de tornar o acesso a rede mundial mais seguro, bem como evitar que o usuário seja vítima de cyberdelitos.

O delegado Higor Jorge, explicará passo a passo como se deve realizar uma compra segura e garantida desde a escolha certa de sites até o fornecimento de senhas e cartões de créditos.

Na sexta-feira (4), às 19:30 o juiz de direito da Vara da Infância de Fernandópolis, Dr. Evandro Pelarim proferirá a palestra “A aplicação do ECA diante da disseminação das drogas”.

Na ocasião o juiz Evandro Pelarin abordará a importância da mobilização dos setores da sociedade, como ocorrido na cidade de Fernandópolis a partir da implementação do Toque de Acolher e também da utilização do ECA para evitar que jovens se envolvam com drogas.

De acordo com a coordenadora do curso de direito da FUNEC, Ana Cláudia Rodrigues Muller, as palestras fazem parte do conjunto de atividades acadêmicas que foram organizadas com a finalidade de recepcionar os novos alunos do curso de direito da FUNEC e promover a constante atualização daqueles que estudam na instituição. Outra ação que estão realizando é o trote solidário em favor das vítimas das enchentes no Rio de Janeiro que consiste na arrecadação de uma lata de leite em pó para cada aluno que participe das palestras.


Extraído do site: http://www.sistemamega.com/noticias/Crimes%20Cibernéticos%20e%20Toque%20de%20Acolher%20serão%20aplicados%20na%20FUNEC%20.html

Edição sobre estelionato agora na Web

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

ESTÚDIO - Avanço do estelionato no meio eletrônico é comentado pelo Desembargador Fernando Botelho Neto.
ESTÚDIO - Avanço do estelionato no meio eletrônico é comentado pelo Desembargador Fernando Botelho Neto.











Já estão disponíveis na internet as reportagens sobre estelionato e que fizeram parte da edição especial do programa Justiça em Questão dedicada ao assunto. O material pode ser acessado no canal do JQ no Youtube. Na televisão, o programa vai ao ar, em rede nacional, pela TV Justiça, e pelas emissoras parceiras TV Horizonte e TV Comunitária, que o exibem na região metropolitana de Belo Horizonte.

No especial sobre o crime que também é conhecido pelo seu respectivo artigo no Código Penal do Brasil, o 171, o Justiça em Questão abordou algumas das diferentes formas de atuação de estelionatários. Além das reportagens, o programa contou com a participação do desembargador Fernando Botelho Neto, entrevistado pelo apresentador Marcelo Almeida no estúdio.

Já pelas ruas, os repórteres do programa foram conhecer de perto como as autoridades combatem este tipo de crime e as histórias de pessoas que se tornaram alvos de golpistas. A jornalista Fernanda Miguez explora como a Internet abriu espaço para o golpe eletrônico, mostrando como alguns criminosos conseguem obter dinheiro ilegalmente e de diferentes maneiras. Ela também explica como um Projeto de Lei promete apertar o cerco contra os cybercrimes.

Nem mesmo o mercado financeiro ficou a salvo da ação de estelionatários. É o que mostra a repórter Lígia Ribeiro, que revela como falsos investidores conquistam clientes oferecendo lucros e rendas fixas, acima do que é praticado pelo mercado. O esquema, que pode ruir da noite para o dia, levando clientes do lucro ao prejuízo, é o assunto desta matéria, a qual acompanhou a investigação de um caso semelhante em Minas Gerais.

Produzido pelo TJMG, o Justiça em Questão é exibido aos sábados, em três emissoras. Pela TV Justiça, nos canais 6 da Oi TV, 7 da NET, ou 117 da SKY, o JQ vai ao ar às 16h30. Outra opção é a TV Comunitária, canais 6 da NET ou 13 da Oi TV, onde o programa começa a partir das 13h. Já pela TV Horizonte, o JQ é transmitido a partir das 18h30 no canal 19 UHF em sinal aberto de TV.

Na internet, além do último programa, o telespectador pode conferir as edições anteriores no site


Críticas e sugestões podem ser feitas por meio do contato: justicaemquestao@tjmg.jus.br.
Extraído do site: http://lawyerbhz.blogspot.com/2011/02/edicao-sobre-estelionato-agora-na-web.html

Justiça condena alunos a pagarem indenização a professora

Tamanho da Fonte      Redação Mais Comunidade
17 alunos da faculdade de farmácia da Universidade de Brasília espalharam pelos corredores universidade e divulgaram na internet críticas contra quatro professores. Mônica Valero entrou com processo administrativo na universidade, o que rendeu aos estudantes apenas a exigência de um pedido de desculpas. Não satisfeita, a professora entrou com uma ação na Justiça e ganhou uma indenização de R$ 8,5 mil. A reportagem foi exibida no DFTV 2 edição.

“A gente tem direito de criticar, de mostrar o que não está gostando, dizer o que não está gostando, mas tem que saber como fazer isso”, opina Mônica.

Na semana passada, o Tribunal de Justiça determinou que um morador do Lago Sul pague R$ 8 mil a administração de um condomínio. Ele divulgou na internet mensagens consideradas ofensivas contra a diretoria, questionando os gastos e sugerindo a prática de crimes como apropriação indébita e desvio de recursos. Ele ainda pode recorrer da decisão.

No final de janeiro, uma internauta foi condenada a pagar ao tio R$700 por danos morais. Depois de uma briga familiar, ela teria postado em um site de relacionamento uma foto dele com um cifrão no rosto.

A Divisão de Repressão aos Crimes de Alta Tecnologia (Dicat) registrou em 2009 um aumento de 22% no número de ocorrências na comparação com o ano anterior. Só os casos contra a honra tiveram um acréscimo de 12% em um ano.

“A pessoa que se sinta prejudicada deve se munir de todos os elementos e levar à delegacia pra registro de ocorrência”, conta o delegado Silvio Cerqueira.

Para fazer uma denúncia, a polícia orienta mandar mensagem para o endereço dicat@pcdf.df.gov.br. A ocorrência policial ajuda a sustentar a ação na Justiça.

Extraído do site: http://www.maiscomunidade.com/conteudo/2008-05-19/brasilia/86671/JUSTICA-CONDENA-ALUNOS-A-PAGAREM-INDENIZACAO-A-PROFESSORA.pnhtml