Pular para o conteúdo principal

Brasil ocupa terceiro lugar em casos de pedofilia

Apesar do aumento do número de registros, condenações são raras; demora na entrega de laudos e morosidade da Justiça agravam o problema

29/03/2011 - 20h28 . Atualizada em 29/03/2011 - 20h31
 
Patrícia Azevedo    Agência Anhangüera de Notícias    
O número de casos de pedofilia pela rede cresce sem parar no Brasil. O País ocupa a terceira posição no ranking dos que mais consomem esse tipo de material pornográfico, atrás apenas dos Estados Unidos e Alemanha, respectivamente.

Apesar do crescimento do número de casos, as condenações referentes à distribuição de material de pedofilia ainda são poucas. Segundo o delegado da Polícia Federal Jessé Coelho, a maior dificuldade é comprovar a transmissão de imagens pornográficas de um computador para outro.

“A lei mudou há pouco tempo. Antes, ter material armazenado no computador não era crime, hoje é. Provar a distribuição dessas imagens é tecnicamente mais complicado”, explica.

O policial acredita que, por causa da mudança na lei, o número de condenações irá crescer nos próximos anos. “Estamos no caminho certo. Os provedores e portais estão colaborando, denunciam páginas com conteúdo inapropriado e a Justiça vem concedendo autorizações para a quebra de sigilo de forma rápida”, diz.

Advogados e delegados especializados explicam que a demora na entrega de laudos e a morosidade da Justiça contribuem para agravar o problema. O advogado Rony Vainzof, especializado em Direito Eletrônico e Digital, ressalta a necessidade de adequar as leis existentes às especificidades da rede mundial de computadores.

“Nós temos as ferramentas jurídicas, temos como investigar, conseguimos quebrar o sigilo de suspeitos com os provedores, o problema é a instauração do processo. Não temos muitos peritos capacitados”, opina.

Segundo Vainzof, o maior entrave é produzir provas em tempo hábil. Alguns laudos chegam a demorar meses para serem entregues.
O delegado Higor Vinicius Nogueira Jorge aponta o despreparo de profissionais para lidar com a nova modalidade de crime.
“Muitas vezes os integrantes do Judiciário, do Ministério Público e de órgãos da segurança pública não estão adequadamente preparados para lidar com a persecução de crimes eletrônicos. É reciso aprovar a lei sobre crimes de informática (Lei Azeredo) e investir na preparação dos profissionais que atuam com crimes cibernéticos”, pondera.

A ideia de que o cibercriminoso não tem rosto e, portanto, não será pego, provoca outro problema, a subnotificação dos casos. “Muitos deixam de procurar uma delegacia de polícia porque não acreditam que é possível descobrir a autoria de crimes cometidos na web. Acontece que é grande a possibilidade de ocorrer o esclarecimento desses crimes se a vítima fornecer o maior número possível de informações”, explica o delegado Jorge.

A reportagem procurou a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) para obter dados sobre o cibercrime em São Paulo, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Extraído do site: http://www.rac.com.br/projetos-rac/correio-escola/79168/2011/03/29/brasil-ocupa-terceiro-lugar-em-casos-de-pedofilia.html

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Palavra de Especialista com Delegado Higor Jorge

Hoje, às 19:00, no programa de estreia "Palavra de Especialista", o diretor da ADPESP Rodrigo Lacordia recebe o delegado de Polícia, professor e palestrante Dr. Higor Vinícius Nogueira Jorge para um bate-papo sobre crimes cibernéticos, além de dicas e informações sobre direito e tecnologia. Assistam a entrevista em: https://youtu.be/p9FF98siWvg e também no Spotify.

Obra com comentários sobre mais de 70 leis criminais tem valor promocional para associados ADPESP - Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

  A editora Juspodivm lançou a obra “Legislação Criminal Especial Comentada” elaborada por 24 delegados de polícia de todo o país, sendo 14 do estado de São Paulo. A coordenação é dos delegados Higor Vinicius Nogueira Jorge, de São Paulo, Joaquim Leitão Júnior, de Mato Grosso e William Garcez, do Rio Grande do Sul. O livro oferece comentários doutrinários e jurisprudenciais de forma objetiva, sobre mais de 70 leis criminais. Associados ADPESP podem comprar o lançamento com valor especial,  direto no site da editora Juspodivm. O cupom é válido até as 23:59 do dia 21 de maio . Para aproveitar o desconto, utilize o cupom ADPESP. A obra tem chamado a atenção do meio jurídico, sendo escrita pelos seguintes delegados e delegadas de polícia: – Antônio Flávio Rocha Freire – Bruno Fontenele Cabral – Everson Aparecido Contelli – Gabriela Madrid Aquino – Higor Vinicius Nogueira Jorge – Jakelline Costa Barros dos Santos – Joaquim Leitão Júnior – João Paulo Firpo Fontes – Joerberth Pinto Nunes – Kl

Lançamento de livros coordenados por Higor Jorge em São Paulo - Matéria do site da ADPESP

O restaurante da sede será palco do lançamento de três obras: “Manual de Educação Digital, cibercidadania e prevenção de crimes cibernéticos”, “Direito Penal sob a perspectiva da investigação criminal tecnológica”, do delegado Higor Jorge, e “Manual de investigação digital”, do delegado Guilherme Caselli. O evento acontece nesta quinta-feira, 12, de 12h às 15h, com a presença dos autores. Os associados ADPESP poderão adquirir as obras lançadas com valor promocional. Outros títulos Além das obras lançadas, também estarão disponíveis aos associados com valor promocional os livros “Manual de Interceptação Telefônica e Telemática”; “Fake News e Eleições – O Guia Definitivo”; “Enfrentamento da Corrupção e Investigação Criminal Tecnológica”; “Tratado de Investigação Criminal Tecnológica” e “Legislação Criminal Especial Comentada” . AUTORES: ANTÔNIO CARLOS CÂNDIDO ARAÚJO BRENO EDUARDO CAMPOS ALVES CAIO NOGUEIRA DOMINGUES DA FONSECA DÁRIO TACIANO DE FREITAS JÚNIOR DENIZE DOS SANTOS