domingo, 2 de dezembro de 2012

A cada 15 segundos uma pessoa é vítima de tentativa de fraude no Brasil, aponta indicador Serasa Experian


O indicador registrou 1,56 milhão de tentativas de golpes nos primeiros nove meses de 2012, número recorde desde 2010. Criminosos usam dados falsos ou informações de vítimas para aplicar golpes na emissão de cartões de crédito, compra de automóveis, abertura de conta corrente, financiamento de eletrônicos, compra de celulares, etc. Riscos aumentam no fim do ano
A cada 15 segundos um consumidor brasileiro é vítima da tentativa de fraude conhecida como roubo de identidade, em que dados pessoais são usados por criminosos para obter crédito com a intenção de não honrar os pagamentos ou fazer um negócio sob falsidade ideológica. O dado faz parte do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes que registrou, entre janeiro e setembro deste ano, 1.565.028 tentativas de fraudes, número recorde no período desde 2010, quando a medição começou. No ano passado, houve 1.478.397 registros entre janeiro e setembro e, em 2010, 1.377.033 no mesmo período.
“Os golpistas usam os dados das vítimas para obter talões de cheque e cartões de crédito e fazer empréstimos bancários. Depois, os cheques e cartões são utilizados em restaurantes, salões de beleza, na compra de pacotes turísticos, entre outros, diz o presidente da Serasa Experian, Ricardo Loureiro.
O Indicador Serasa Experian mostra ainda que os setores de serviço e telefonia lideraram os registros de tentativa de fraude entre janeiro e setembro deste ano. O primeiro, que inclui seguradoras, construtoras, imobiliárias e serviços em geral (pacotes turísticos, salões de beleza, etc), teve 563.323 registros, o correspondente a 36% do total. Desde o início da medição da Serasa, os serviços lideram o ranking de tentativas de fraudes _foram 30% em 2010 e 33% em 2011.
Em segundo lugar está o setor de telefonia, com 33% dos registros entre janeiro e setembro deste ano. Em 2011, esse índice foi de 25%. No total, foram 518.145 casos nos primeiros nove meses de 2012. O ranking é composto ainda de bancos e financeiras (18%), varejo (11%) e outros (2%).
As principais tentativas de golpe apontadas pelo indicador da Serasa Experian:
 Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta “ para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.
 Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular, etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta  para a vítima.
 Golpe: compra de celulares com documentos falsos ou roubados.
 Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima, neste caso toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques) potencializam possível prejuízo às vítimas aos bancos e ao comércio.
 Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Poderá ainda fazer “lavagem” de dinheiro, normalmente pagando as prestações em dinheiro e depois vendendo o veículo e “esquentando” o dinheiro.
“É comum, no dia a dia, apresentarmos nossos documentos a quem não conhecemos. Podemos mostrar, por exemplo, a carteira de identidade ou o CPF a funcionários de lojas e porteiros de condomínios. E há ainda os cadastros pela internet. Tudo isso torna difícil ter controle sobre quem tem acesso aos nossos dados, mas há formas de o consumidor se prevenir. Uma delas é nunca deixar o documento com um desconhecido quando você não estiver por perto”, afirma Ricardo Loureiro, presidente da Serasa Experian.
Esses cuidados devem ser redobramos nesta época do ano. “No fim de ano a procura por crédito aumenta em 10%. E certamente as fraudes acabaram se elevando, tendo essa mesma tendência”, diz Loureiro.
As tentativas de fraudes foram alertas que a Serasa Experian identificou e informou aos seus clientes durante as realizações de consultas feitas à base de dados da companhia. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude reflete o resultado do cruzamento de três conjuntos de informações: total de consultas mensais a CPFs, estimativa de risco de fraude e valor médio das que ocorreram.
A Serasa Experian responde diariamente a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil empresas de diversos portes e segmentos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio: prospecção, desde a prospecção até a recuperação.
Pesquisas da Serasa Experian apontam que estão mais suscetíveis às fraudes os consumidores que tiveram seus documentos roubados. Com apenas uma carteira de identidade ou um CPF nas mãos de golpistas, dobra a probabilidade de ser vítima de uma fraude.
Precaução
A pesquisa revela a importância de o consumidor adotar cuidados simples em seu dia a dia, como:
• Não fornecer seus dados pessoais para pessoas estranhas;
• Não fornecer ou confirmar suas informações pessoais ou número de documentos pelo por telefone, cuidado com promoções ou pesquisas;
• Não perder de vista seus documentos de identificação quando solicitados para protocolos de ingresso em determinados ambientes ou quaisquer negócios;
• Não informar os números dos seus documentos quando preencher cupons para participar de sorteios ou promoções de lojas;
• Não fazer cadastros em sites que não sejam de confiança; cuidado com sites que anunciam oferta de emprego ou promoções. Fique atento às dicas de segurança da página, por exemplo, como a presença do cadeado de segurança.
• Cuidado com dados pessoais nas redes sociais que podem ajudar os golpistas a se passar por você, usando informações pessoais, como por exemplo, signo, modelo de carro, time que torce, nome do cachorro, etc;
• Manter atualizado o antivírus do seu computador, diminuindo os riscos de ter seus dados pessoais roubados por arquivos espiões;
Quando for vítima de roubo, perda ou extravio de documentos, a primeira medida é cadastrar a ocorrência gratuitamente na base de dados da Serasa Experian, no link www.serasaconsumidor.com.br. Esta informação estará disponível na mesma hora para o mercado. Depois, o consumidor deve fazer um boletim de ocorrência. Assim, sempre que ele for consultado, o concedente de crédito saberá que se trata de um documento roubado e terá mais cuidado ao fechar um negócio.
O consumidor pode, ainda, consultar gratuitamente o seu CPF em uma das agências da Serasa Experian em todo o país. Os endereços estão no site www.serasaconsumidor.com.br.
Metodologia do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude- Consumidor
O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor é resultado do cruzamento de três conjuntos de informações das bases de dados da Serasa Experian: 1) total de consultas de CPFs efetuado mensalmente na Serasa Experian; 2) estimativa do risco de fraude, obtida através da aplicação dos modelos probabilísticos de detecção de fraudes desenvolvidos pela Serasa Experian, baseados em dados brasileiros e tecnologia Experian global já consolidada em outros países; 3) valor médio das fraudes efetivamente ocorridas, registradas nas bases de inconsistências e de fraudes da Serasa Experian. O Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraudes – Consumidor é constituído pela multiplicação da quantidade de CPFs consultados (item 1) pela probabilidade de fraude (item 2) e pelo valor médio das fraudes envolvendo pessoas físicas (item 3).
SerasaConsumidor
SerasaConsumidor é um conceito que abrange as ações da empresa para facilitar e ampliar o acesso do consumidor a seus dados, de forma a auxiliá-lo na gestão de sua reputação creditícia para o seu bem-estar e desenvolvimento. Essas ações visam também a estreitar o relacionamento direto da Serasa Experian com o consumidor, que já acontece há décadas, com respeito e qualidade, por meio da rede de agências da Serasa Experian em todo o país. A melhoria dessa gestão compreende avanços na educação financeira com a qual o SerasaConsumidor está comprometido, para que o cidadão possa desfrutar do crédito, consumindo ou empreendendo sem incorrer na inadimplência ou no superendividamento.
Apoiando-se no slogan Use a seu favor, o SerasaConsumidor coloca a tradição e a credibilidade da Serasa Experian para gerir o histórico de crédito do consumidor, para que ele possa tomar decisões de consumo mais adequadas e favoráveis às suas finanças.
http://www.serasaconsumidor.com.br/
Serasa Experian
A Serasa Experian é líder na América Latina em serviços de informações para apoio na tomada de decisões das empresas. No Brasil, é sinônimo de solução para todas as etapas do ciclo de negócios, desde a prospecção até a cobrança, oferecendo às organizações as melhores ferramentas. Com profundo conhecimento do mercado brasileiro, conjuga a força e a tradição do nome Serasa com a liderança mundial da Experian. Criada em 1968, uniu-se à Experian Company em 2007. Responde on-line/real-time a 6 milhões de consultas por dia, auxiliando 500 mil clientes diretos e indiretos a tomar a melhor decisão em qualquer etapa de negócio. É a maior Autoridade Certificadora do Brasil, provendo todos os tipos de certificados digitais e soluções customizadas para utilização da tecnologia de certificação digital e de Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e), tornando os negócios mais seguros, ágeis e rentáveis.
Constantemente orientada para soluções inovadoras em informações para crédito, marketing e negócios, a Serasa Experian vem contribuindo para a transformação do mercado de soluções de informação, com a incorporação contínua dos mais avançados recursos de inteligência e tecnologia.
Para mais informações, visite www.serasaexperian.com.br
Experian
A Serasa Experian é parte da Experian, líder mundial em serviços de informação, fornecendo dados e ferramentas de análise a clientes ao redor do mundo. O Grupo auxilia os clientes no gerenciamento do risco de crédito, prevenção a fraudes, direcionamento de campanhas de marketing e na automatização do processo de tomada de decisão. A Experian também apoia pessoas físicas na verificação de seus relatórios e scores de crédito e na proteção a fraudes de identidade.
A Experian plc está registrada na Bolsa de Valores de Londres (EXPN) e compõe o índice FTSE 100. A receita total para o ano fiscal encerrado em 31 de março de 2012 foi de US$ 4,5 bilhões. A empresa emprega cerca de 17.000 pessoas em 44 países e possui sede corporativa em Dublin, na Irlanda e sedes operacionais em Nottingham, no Reino Unido; na Califórnia, Estados Unidos, e em São Paulo, Brasil.
Para mais informações, visite www.experianplc.com

Extraído do site: http://www.serasaexperian.com.br/release/noticias/2012/noticia_00998.htm

Considerações sobre fraudes eletrônicas e engenharia social


O conceito de perto ou longe está intimamente ligado à disposição e à vontade de caminhar
W. S. Telles

Desde épocas imemoráveis alguns seres humanos procuram obter vantagens dos outros por intermédio do engano e de outros recursos fraudulentos destinados a fazer com que a vítima sofra algum prejuízo e o criminoso seja favorecido com isso.

Para enfrentar esse tipo de conduta, desde as primeiras legislações brasileiras de cunho criminal referidos comportamentos já encontravam previsão expressa, inclusive o atual Código Penal, promulgado na década de 40, dispõe em seu artigo 171 a conduta de “obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”. Essa previsão penal pode vir acompanhada de outras, como por exemplo, os crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica, extorsão, dentre outros delitos.

Os anos se passaram, os dispositivos de informática foram evoluindo, sobretudo após a exploração comercial da internet, e a cada dia se observa o surgimento de novas oportunidades para seus usuários. Todavia, o referido processo evolutivo tecnológico tem criado novas formas de pessoas, mal intencionadas, utilizarem computadores ou outros dispositivos para a prática de crimes.

Nestes termos, podemos conceituar como crimes cibernéticos as condutas, previstas no Código Penal e em leis penais esparsas, praticadas por intermédio e/ou contra dispositivos de informática.

Assim, é possível dizer que dentro do gênero crimes cibernéticos existem várias espécies de delitos e uma delas é a fraude eletrônica.

A fraude eletrônica, por sua vez, consiste na ação de enganar a vítima, por intermédio de dispositivos de informática, para obter vantagens ilícitas e, por consequência, causar transtornos patrimoniais para a vítima. Nesse processo, há o natural enriquecimento ilícito do fraudador. Adequando-se as condutas denominadas “fraudes eletrônicas” ao nosso Código Penal, temos como incidências mais comuns o estelionato (art. 171), o furto qualificado mediante fraude e concurso de agentes (155, §4º, II) e a extorsão (art. 158).

É interessante esclarecer que, em boa parte dos casos, os fraudadores digitais utilizam de uma técnica conhecida como engenharia social. A engenharia social pode ser conceituada como um conjunto de ardis e técnicas utilizadas para ou convencer a vítima a oferecer suas informações sensíveis ou executar algo em seu computador de modo a permitir que o criminoso obtenha alguma vantagem e/ou proporcione algum prejuízo com isso.

A engenharia social possui algumas características, como por exemplo, a ancoragem, que consiste na vinculação de uma instituição respeitável à informação que o criminoso transmite para a vítima, para que ela acredite; a saliência, que se caracteriza pelo fato de a informação apresentada pelo criminoso chamar a atenção, ou seja, ser atual e com base em fatos com repercussão na vítima, e, principalmente; a manipulação das emoções, que consiste em despertar na vítima os sentimentos de curiosidade, medo, ganância, desejo, cupidez, piedade ou outro sentimento que faça com que a vítima realize o que o criminoso deseja (prestar uma informação ou executar algo), sem imaginar que se encontra diante de uma fraude.

Utilizando essas técnicas o criminoso costuma praticar o phishing, também conhecido como phishingscam, em que ele envia e-mails em massa (geralmente o denominado spam) para as vítimas com algum engodo com a finalidade de convencer ela a realizar alguma atividade que de interesse do autor do crime. Muitas vezes o e-mail enviado pelo criminoso possui como anexo ou tem um link que indique para algum artefato malicioso, como nos casos dos cavalos de tróia, spywares, rootkits, screenloggers, keyloggers, bots e outros instrumentos.

São muito comuns fraudes relacionadas com instituições bancárias, lojas de comércio eletrônico, órgãos da imprensa ou instituições públicas e a vítima, apesar de muitas vezes receber orientações sobre esses golpes, deixa que outros sentimentos prevaleçam e, sem saber/querer, pode sofrer prejuízos de ordem financeira ou moral.

As pessoas recebem diariamente mensagens nesse sentido, porém algumas delas acreditam no seu teor e acabam se tornando vítimas desses criminosos e, pior, em muitos casos sofrem o prejuízo financeiro, mas não registram esse fato, proporcionando a “subnotificação do crime” de modo que não existem estatísticas criminais que permitam dimensionar os números exatos da incidência dessas fraudes.

Uma forma muito eficaz de diminuir a incidência das fraudes eletrônicas é que a sociedade civil organizada, órgãos públicos e pessoas capacitadas realizem um trabalho de educação digital dos usuários de computadores e dispositivos de acesso às redes para que conheçam as principais ameaças que envolvem sua utilização e os procedimentos preventivos para o uso seguro da internet.

Higor Vinicius Nogueira Jorge (Delegado de Polícia de SP) e Emerson Wendt (Delegado de Polícia do RS) são especialistas em investigação de crimes cibernéticos e autores do livro “Crimes Cibernéticos: Ameaças e Procedimentos de Investigação” pela editora Brasport.


Currículo resumido dos autores:

Higor Vinicius Nogueira Jorge
Delegado de Polícia da Polícia Civil de São Paulo; vereador eleito no município de Santana da Ponte Pensa (2013/2016); professor dos cursos de formação e aperfeiçoamento da Academia de Polícia do Estado de São Paulo e do Estado de Sergipe; professor da pós-graduação em Polícia Judiciária e Sistema de Justiça Criminal da Academia de Polícia do Estado de São Paulo; professor da pós-graduação em Investigação de Fraudes e Forense Computacional: Direito Digital (IFFC) da Faculdade Impacta de Tecnologia; professor da pós-graduação em Perícia Forense Computacional da Faculdade de Tecnologia São Mateus; palestrante do curso de inteligência estratégica da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – representação de Campinas; titular da cadeira 30 da Academia de Ciências, Artes e Letras dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo; membro consultor da Comissão de Direito Eletrônico e Crimes de Alta Tecnologia e da Comissão de Ciência e Tecnologia da OAB-SP e diretor do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (2011/2013). Graduado em Direito pelo Centro Universitário Toledo Araçatuba e pós-graduado em Polícia Comunitária pela Universidade do Sul de Santa Catarina.

Emerson Wendt
Delegado de Polícia Civil do RS. Formado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade Federal de Santa Maria e Pós-graduado em Direito pela URI-Frederico Westphalen. Diretor do Gabinete de Inteligência e Assuntos Estratégicos e Professor da Academia de Polícia Civil nas cadeiras de Inteligência Policial e Investigação Criminal. Também, é professor dos cursos de pós-graduação da UNISC (Santa Cruz do Sul), UNISINOS (São Leopoldo), SENAC-RS (Passo Fundo) e IDC (Porto Alegre). Membro da Associação Internacional de Investigação de Crimes de Alta Tecnologia, do Comitê Gestor de Tecnologia da Informação da Secretaria de Segurança Pública do RS e do Conselho Superior de Polícia da PC/RS.

Extraído do site: http://www.daryus.com.br/articulista-convidado/30

Segurança: Perdas com fraude eletrônica devem diminuir 7%, diz Febraban




SÃO PAULO, SP, 2 de dezembro (Folhapress) - As perdas dos bancos brasileiros causadas por fraudes eletrônicas devem chegar a R$ 1,4 bilhão até o fim do ano, montante 6,7% menor do que o registrado em 2011, quando os prejuízos somaram R$ 1,5 bilhão, segundo estimativas de César Faustino, coordenador da subcomissão de prevenção a fraudes eletrônicas da Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Na avaliação de Marcelo Câmara, diretor setorial de prevenção a fraudes da Febraban, a queda é motivo de "comemoração", pois ocorre concomitantemente com o aumento de 59% no número de contas e de 168% na quantidade de operações bancárias, em um intervalo de seis anos.

Segundo dados da pesquisa "Ciab Febraban - Setor Bancário em Números", os gastos com tecnologia da informação atingiram R$ 18 bilhões em 2011, volume 27% maior que o registrado em 2009. Desse total, 10% foram destinados à prevenção de fraudes eletrônicas.

"Quaisquer anormalidades podem gerar alertas, que vão desde um simples contato feito pela agência até a paralisação da transação", explica Faustino.

Principais fraudes

Entre as estratégias utilizadas pelos golpistas na internet, a principal é a de envio de "trojans", que se instalam no computador do consumidor e roubam seus dados pessoais.

Essa modalidade de fraude, contudo, vem perdendo espaço para o "pishing", que são mensagens instantâneas, e-mails e SMS que visam roubar os dados da vítima, e o "pharming", direcionamento para páginas falsas na internet que simulam os canais oficias de empresas ou bancos e extraem informações do usuário.

Para se proteger dos golpes, a Febraban aconselha o usuário a conhecer bem o site do banco, manter o sistema operacional, o navegador e o antivírus atualizados, não abrir arquivos de origem duvidosa e não passar a senha bancária a ninguém por telefone, e-mail e SMS.
Extraído do site: http://www.jornalacidade.com.br/editorias/economia/2012/12/02/bancos-seguranca-perdas-com-fraude-eletronica-devem-diminuir-7-diz-febraban.html