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Artigo: Navegação na internet com segurança para “marinheiros de primeira viagem”

Quando nos defrontamos com as estatísticas sobre utilização da internet apresentadas pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil, percebe-se um aumento gradativo do número de pessoas que utilizam a rede mundial de computadores e, sob essa perspectiva, pessoas que nunca tiveram acesso aos referidos recursos informáticos, estão se defrontando com esse “novo mundo” que permite as mais variadas utilizações.

O governo brasileiro também tem direcionado esforços para promover a “inclusão eletrônica” da população, por intermédio do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e, o governo do estado de São Paulo, por intermédio do projeto Acessa São Paulo e de outras iniciativas, procuram obter a denominada “inclusão social”, principalmente porque a internet abre um amplo campo de oportunidades de estudos, empregos, relações comerciais e transações bancárias capazes de incluir o usuário do computador no mercado de trabalho, oferecer oportunidades para todos e desta forma resgatar a dignidade das pessoas que estejam excluídas ou marginalizadas pela sociedade.

Contudo, se observa que em uma parte considerável dos casos, pessoas sem qualquer conhecimento sobre a segurança na navegação eletrônica estão sendo inseridas nessa nova realidade e muitas vezes por falta de conhecimento, tornam-se presas fáceis de cibercriminosos ou também podem se tornar autores de crimes por realizarem condutas criminosas, sem saber que existe previsão destas condutas no Código Penal e em leis penais especiais. Uma metáfora que tenho utilizado constantemente é imaginar que uma pessoa, sem qualquer conhecimento sobre navegação, adquire um veleiro e resolve cruzar o Oceano Atlântico e, em razão da falta de capacitação em navegação marítima, o “marinheiro de primeira viagem” acaba afundando sua embarcação.

Do mesmo modo, observamos que o usuário de computadores sem conhecimentos mínimos sobre a proteção do seu computador também podem sofrer diversos transtornos e prejuízos.

Por isso, é imprescindível a educação digital dos usuários de computadores, para que saibam da importância de ter instalado em seus dispositivos, um bom antivírus, para que atualizem automaticamente o sistema operacional e cada um dos programas instalados, para que evitem clicar em todos links que são enviados para eles, não acessem sites com conteúdo duvidoso, nem instalem programas que não sejam estritamente necessários e cuja origem seja legítima, enfim, é necessário conhecer procedimentos mínimos de proteção e ter consciência dos principais riscos que todos aqueles que “navegarem na ciber rede” estão submetidos e que vale a pena cuidar da sua segurança eletrônica para poder explorar os benefícios oriundos da internet.



Higor Vinicius Nogueira Jorge é delegado de polícia, vereador, membro da Associação Internacional de Investigação de Crimes de Alta Tecnologia (HTCIA), professor em Academias de Polícia e Universidades, autor do livro “Crimes Cibernéticos – Ameaças e Procedimentos de Investigação” em parceria com Emerson Wendt e possui o site www.higorjorge.com.br.

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