Pular para o conteúdo principal

Crimes on-line (Jornal de Jundiaí)


Mensagens falsas, roubo de senhas, crimes com prejuízos reais e que crescem na velocidade da tecnologia
Em 10 anos, o número de incidentes registrados no mundo virtual saltou de 99,3 mil para 358,3 mil, segundo estatísticas no CERT.br (Centro de Estudos, Respostas e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil), um aumento na velocidade do avanço da tecnologia. Só em 2010 foram 41 milhões de notificações de spam, aquelas mensagens indesejadas que chegam pelo correio eletrônico.
Os chamados cibercrimes são, em sua maioria, invasões em computadores que provocam de roubo de informações a fraudes financeiras. As ferramentas para isto são variadas. As crianças também estão no alvo dos criminosos, que usam, principalmente, redes sociais e canais de conversa para assédios e bulling. O delegado de polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge é um especialista no assunto, professor de análise de inteligência da Academia da Polícia Civil e também professor universitário. Ele lembra que o aumento de notificações de crime é reflexo do maior número de usuários da internet.
Segundo o delegado, as vítimas são usuários que desconhecem as regras de navegação, os riscos do mundo virtual. O uso de ferramentas de segurança ajuda na prevenção (veja dicas nesta página), mas Nogueira destaca que o maior aliado é a informação. “Existem regras mínimas para, por exemplo, se comprar pela internet, identificar mediadores confiáveis. Em 2010, por exemplo, as fraudes causaram um prejuízo de R$ 500 milhões.”
Para evitar o crimecibernético, ele orienta pesquisar a idoneidade do site em que vai adquirir o produto. “Recomendo que pesquisem no site Registro.br (www.registro.br) para obter informações sobre o site da loja virtual. Se o site possuir um domínio registrado em outro país, pesquise em http://lacnic.net ou www.samspade.org. De posse do CNPJ da loja, pesquise no site da Receita Federal (www.receita.fazenda.gov.br) e no site do Sistema Integrado de Informações sobre Operações Interestaduais com Mercadorias e Serviços (www.sintegra.gov.br). Também utilize sites de busca para pesquisar sobre opiniões, avaliações e reclamações de empresa de comércio eletrônico e se possuem selos de empresa reconhecida ou confiável, como o www.nuncamais.net, www.reclameaqui.com.br”, orienta.
Para evitar que os filhos sejam vítimas, a solução é o diálogo, a presença e o interesse dos pais. “O melhor caminho é o diálogo franco e aberto. Mas também é preciso monitorar os filhos, ver com quem eles estão conversando para não ser enganados e há programas gratuitos que realizam este monitoramento”. Nogueira ressalta o cuidado também na hora de postar imagens e informações pessoais em redes sociais, um caminho sem volta. “Há diversos programas que compartilham arquivos. Uma vez divulgada uma informação, uma foto, ela vai ser disseminada e nunca mais vai sair da rede. Por isso, é preciso refletir antes das consequências que aquela exposição possa ter no futuro”, alerta o especialista.
Combate – De acordo com Nogueira, os casos de prisões de criminosos que agem pela internet também têm se tornado cada vez mais frequente. Ele lembra que hoje qualquer delegacia de polícia está apta para receber denúncias deste tipo de ocorrência e há policiais treinados para fazer perguntas às vítimas e colher o maior número de evidências para que a autenticidade das provas não seja questionada no processo judicial. Hoje também há, na Capital, a Delegacia de crimes Cometidos por Meios Eletrônicos.
Mas ressalta que é preciso preparar mais os policiais, Ministério Público e Judiciário para esta nova realidade. Também é preciso criar legislações. Hoje, não há previsão legal de punição para quem invade sistemas. Na semana passada, Nogueira esteve em São Paulo, onde fez palestra sobre o tema na Associação dos delegados de Polícia do Estado de São Paulo e curso de atualização de meios eletrônicos. “Antes, o curso era de quatro dias. Hoje, é de oito. Também há especializações para advogados e, na formação do policial, há a disciplina de crimes por meios eletrônicos. Mas ainda é preciso investir em recursos humanos.”

ANDRÉA LAVAGNINI

Matéria publicada no Jornal de Jundiai
Extraído do site: http://www.portaljj.com.br/interna.asp?Int_IDSecao=1&int_id=140057

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Palavra de Especialista com Delegado Higor Jorge

Hoje, às 19:00, no programa de estreia "Palavra de Especialista", o diretor da ADPESP Rodrigo Lacordia recebe o delegado de Polícia, professor e palestrante Dr. Higor Vinícius Nogueira Jorge para um bate-papo sobre crimes cibernéticos, além de dicas e informações sobre direito e tecnologia. Assistam a entrevista em: https://youtu.be/p9FF98siWvg e também no Spotify.

Obra com comentários sobre mais de 70 leis criminais tem valor promocional para associados ADPESP - Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

  A editora Juspodivm lançou a obra “Legislação Criminal Especial Comentada” elaborada por 24 delegados de polícia de todo o país, sendo 14 do estado de São Paulo. A coordenação é dos delegados Higor Vinicius Nogueira Jorge, de São Paulo, Joaquim Leitão Júnior, de Mato Grosso e William Garcez, do Rio Grande do Sul. O livro oferece comentários doutrinários e jurisprudenciais de forma objetiva, sobre mais de 70 leis criminais. Associados ADPESP podem comprar o lançamento com valor especial,  direto no site da editora Juspodivm. O cupom é válido até as 23:59 do dia 21 de maio . Para aproveitar o desconto, utilize o cupom ADPESP. A obra tem chamado a atenção do meio jurídico, sendo escrita pelos seguintes delegados e delegadas de polícia: – Antônio Flávio Rocha Freire – Bruno Fontenele Cabral – Everson Aparecido Contelli – Gabriela Madrid Aquino – Higor Vinicius Nogueira Jorge – Jakelline Costa Barros dos Santos – Joaquim Leitão Júnior – João Paulo Firpo Fontes – Joerberth Pinto Nunes – Kl

Publicado o livro “Direito Penal sob a perspectiva da investigação criminal tecnológica”

POR QUE COMPRAR O LIVRO: DIREITO PENAL SOB A PERSPECTIVA DA INVESTIGAÇÃO CRIMINAL TECNOLÓGICA? O mundo fenomênico sofre, constantemente, influência da tecnologia em sua evolução e no seu aperfeiçoamento. Logo, esse fenômeno repercute, também, no âmbito criminal, visto que os delitos atuais contam com um componente que evolui a cada minuto, qual seja, o tecnológico (informático, inclusive). Assim, os conceitos de vestígio e o de corpo de delito ampliaram-se. Tal fato exige dos investigadores preparação e atualização constantes, visto que o criminoso, no atual estágio, pode voltar ao local do crime até mesmo virtualmente para prejudicar a obtenção de sinais que, em geral, não são mais observáveis de plano ou percebidos materialmente, no sentido tradicional. Trata-se de um desafio e a forma de enfrentá-lo tem na capacitação o suporte necessário. Para tanto, a presente obra, coordenada pelo jovem e competente Delegado de Polícia Higor Vinicius Nogueira Jorge, viabiliza a obte