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Estados Unidos e China afirmam que combateram crimes cibernéticos

Outros temas mais sensíveis também estão na pauta dos líderes mundiais
Deutsche Welle / A. Colman

Durante encontro informal nos EUA, os presidentes Barack Obama e Xi Jinping afirmam que trabalharão em conjunto para combater crimes cibernéticos. Outros temas mais sensíveis também estão na pauta dos líderes mundiais.

O primeiro encontro entre os presidentes foi marcado por um clima cordial e declarações sobre um "novo modelo" de cooperação entre as duas maiores economias globais. Segundo Obama, a construção de uma boa relação entre os dois líderes é importante não apenas para seus respectivos países, mas para "todo o mundo".

Xi foi recebido por Obama na sexta-feira em Rancho Mirage, 200 quilômetros ao norte de Los Angeles, sob um forte calor de 46 graus Celsius. Logo após desembarcar para sua primeira visita em território norte-americano desde que assumiu o cargo, em março deste ano, o presidente chinês ressaltou que este pode ser um "recomeço histórico". Segundo autoridades dos dois países, o encontro de dois dias pode ajudar a arrefecer as relações não raramente tensas entre China e Estados Unidos.

Crimes cibernéticos

Após o jantar e uma reunião de mais de duas horas, Obama e Xi concordaram em trabalhar em conjunto para reforçar o controle sobre crimes na internet – tema tenso na relação bilateral, uma vez que Washington frequentemente acusa os chineses de hackear empresas e redes de comunicação do Exército dos Estados Unidos. Xi destacou que a China tem sido constantemente vítima de cyber ataques, e que seu país sofre acusações injustas.

Durante a visita, os dois líderes deverão abordar temais ainda mais sensíveis, como o conflito na Síria e o programa nuclear da Coreia do Norte. Com o governo chinês, aliado da Coreia do Norte, mostrando-se cada vez mais impaciente com as ameaças nucleares de Pyongyang, Obama espera conseguir aproximar Pequim da política antinuclear na região defendida pelos EUA.

Os mais influentes

A China se encontra a caminho de uma nova ordem mundial, na qual Pequim e Washington formarão o G2, o grupo das maiores economias do planeta, avalia o cientista político Yan Xuetong, da Universidade Tsinghua, em Pequim. Considerados os 27 países da União Europeia, o bloco ainda ocupa o segundo lugar no ranking. "Essa relação bilateral (EUA e China) será, no futuro a mais influente no mundo. Não existirá nenhuma outra mais importante", avalia Yan Xuetong.

Há quem acredite, porém, não existirem motivos para a Europa ficar preocupada. Para o deputado Alexander Graf Lambsdorff, especialista em política externa no Parlamento Europeu, é difícil dizer qual relação é mais importante no momento. "As relações são bem diferentes. EUA e China são rivais geoestratégicos na região do Pacífico. Os Estados Unidos têm acordos bilaterais de segurança com Japão e Coreia do Sul. E obviamente a China tem interesse na região", avalia Lambsdorff, ressaltando que, sob esta perspectiva, a relação Europa-China é bem distinta.

A Europa, afirma o especialista, conduz um diálogo de Estado de direito com a China. "Mostramos claramente que não estamos de acordo com a situação dos direitos humanos no país asiático", ressalta.

http://www.midiams.com.br/noticia/internacional/estados-unidos-e-china-afirmam-que-combateram-crimes-ciberneticos/65442

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